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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Separação

 Voltou-se e mirou-a como se fosse pela ultima vez,como quem repete um gesto irremediável.
 Ela o olhava com um olhar intenso,onde existia uma imcompreenção e um anelo,como a pedir-lhe,ao mesmo tempo que não fosse e não deixasse de ir,por isso era tudo impossível entre eles.
 viu-a assim por um lapso,em sua beleza morena,real mas já se distanciando na penumbra ambiente que para ele como a luz da memória.Quiz emprestar tom natural ao olhar que lhe dara,mas em vão,pois sentia o seu ser evaporar-se em direção a ela.
 Seus olhares fulguraram por um instante um contra o outro,depois se acariciaram ternamente,e,finalmente,se disseram que não havia nada a fazer;disse-lhe adeus com doçura,numa tentativa de secionar aqueles dois mundos que era ele e ela...e ele ficou,sem se poder mover do lugar,sentindo o pranto formar-se muito longe em seu intimo e subir em busca de espaço como um rio que nasce.
 Fechou os olhos,mas o fato de sabê-la ali ao lado,não lhe dava  forças para desprender-se dela.Sabia que era aquela a sua amada,quem esperara desde sempre,e que por muitos anos buscara em cada mulher;sabia também.que o primeiro passo que desse colocaria em movimento sua máquina de viver e ele teria mesmo como autômato,de sair,andar,fazer coisas,distanciar-se dela cada vez mais.E no entanto,ali estava a,a poucos passos,a sua forma feminina,que era a dela,da mulher amada ,aquela que ele abençoara com seus beijos e agasalhara nos instantes do amor de seus corpos.
 Sentindo que iq explodir em lágrimas,correu para a rua e pôs-se a andar sem saber pra onde.

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